No dia 1º de maio data
comemorativa, dia internacional do Trabalhador a ARACI marcou presença no
evento “ato contra as terceirizações” realizado pela Central Única dos Trabalhadores
(CUT) no Parque Vitória Régia de Bauru. A Araci nesse evento manifestou contra
a PEC 215 armando sua tenda que ficou o dia todo, distribuído panfletos as
pessoas trazendo informações esclarecedoras sobre as PECs. A forma de chamar
atenção das pessoas que estavam no local foi à faixa e cinco cruzes ficadas no
chão que simbolizava os cinco séculos de genocídios históricos. A população indígena
estava na casa dos milhões foram reduzidos drasticamente nesses 500 anos desde
chegada dos europeus no Brasil, hoje com aproximadamente 870.000 indígenas, temem
ser exterminados caso a PEC 215 seja aprovada, ARACI demonstrou sua indignação na
omissão aos direito dos povos indígenas do Brasil. Venham com gente!!!Entre nessa
luta diga não a PEC 215.
ARACI CULTURA INDÍGENA, com sede em Bauru/SP, tem por objetivo maior à difusão da cultura dos povos indígenas para sociedade. Dentro desse objetivo procuramos fomentar informações sobre a questão indígena, levando a discussões sobre política afirmativa na qual tange aos direitos tradicionais desses povos através da constituição de 1988, também com atenção na Lei 11.645, ART. 31 da Convenção 169 O.I.T e ART. 215 da constituição Brasileira.
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segunda-feira, 4 de maio de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
A indígena mais velha da Reserva Indígena Araribá com seu filho sábio Pajé!
Dona Maria e seu filho Joselino
Moradora da aldeia Teregua da
etnia Guarani-Nhandeva, Dona Maria 101 anos de vida, sendo a indígena mais
velha da Reserva Indígena Araribá. Com muita
simpatia e vitalidade aceitou posar ao lado de seu filho Joselino (Pajé), um exemplo a ser seguido pelas novas gerações da Reserva, em valorizar sua cultura. Nascida no Estado de Mato Grosso do Sul chegou
à Reserva Indígena Araribá ainda criança, casando-se com Jose Ribeiro (falecido) deu a luz a Joselino agraciado por herdar de seu pai um
dom maravilhoso o de Pajé. Segundo Joseline entre os guaranis nhandeva esse dom
(Pajé) é hereditário passando de pai para filho. Dona Maria com muito orgulho
e alegria foi apreciar e prestigiar seu filho, comandando o ritmo do Ritual da dança do Xodaro ( A dança dos Guerreiros), na aldeia Teregua no dia 25 de Abril em comemoração ao dia do "índio". Joselino nome de batismo que também recebeu um nome indígena Wa-Werá-Dju que significa na língua guarani nhandeva ( homem do relâmpago amarelo). Homem sábio e paciente totalmente conectado a mãe terra, explicou um pouco sobre o Ritual Xodaro que é a dança do guerreiro, uma mistura de luta, dança e canto,
ritual tem
entre os objetivos desenvolver o equilíbrio e a saúde do corpo , uma dança de
preparação para guerra, para defesa contra o inimigo. Uma dança de simbolo espiritual ao praticar o Xodaro relembram os grandes guerreiros do passado que lutaram para manter os nhandeva
vivos. Joselino diz que o Pajé é um conselheiro, médico curandeiro e espiritual da
aldeia e também apresenta as crianças recém-nascidas a Nhanderu (Deus) e com
essa responsabilidade de Pajé ele deixa uma mensagem a todos indígenas e não indígenas que diz: “
Temos que enxergar que todos nos somos
iguais e unir forças, respeito a todos povos indígenas do Brasil, que as
pessoas não devem descriminar a cultura e convivência dos indígenas”
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Aldeia Tupi-Guarani/ Tekoa-Porã
Cacique Darã foto grande. Da esquerda para direita na foto pequena; Cassiano líder ancião ( A.K), cacique Adão( A.K), cacique Darã da Aldeia Tekoa-Porã, Irineu Nje'a, Edenilson líder (A.K) e presidente da EDMAI.
Domingo 19 de Abril a ARACI esteve
representada por Irineu Nje’a na aldeia Tupi-Guarani Tekoa-Porã no município de Itaporanga, junto com a Aldeia Kopenoti e suas lideranças.
O Anfitrião cacique Darã umas das
principais lideranças do movimento indígena nacional nos recebeu com muito carinho. Um dia alegre e também um dia de reflexão contra o preconceito ao indígena.
Darão! Muito obrigado por ser um guerreiro assíduo em lutar contra os bandeirantes
contemporâneos que querem acabar com os povos indígenas. Viva a união dos povos
indígenas do Brasil.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
"Todo dia é dia de índio"
Mário Juruna foi primeiro representante
indígena no Congresso Nacional - 1983-1987.
Mário
Juruna não deixou de ser indígena por estar de paletó e gravata ele foi exemplo
de guerreiro que lutou pelos direitos indígenas ate seu ultimo fôlego de vida.
Os povos indígenas Brasileiros assumem cada vez mais o papel de protagonista na
construção de outra história, atuando em diversos campos de participação
democrática bem como na construção de políticas indigenistas, tratando de seus
interesses sob uma perspectiva de luta traçada pelo reconhecimento dos direitos
coletivos acerca do direito aos territórios tradicionais indígenas, da diversidade
étnica e cultural e de uma ampla visibilidade as nossas formas próprias de
organizações sociais, costumes, crenças e tradições (WEIBE 2009). Não podemos
ver o indígena como ser exótico, mas com os mesmos direitos segundo o art. 5º
da constituição brasileiras.
Os povos
indígenas do Brasil, historicamente, têm sofrido violações de seus direitos. No
entanto a ganância dos “não índios” em sugar toda riqueza de nossas terras e de
trazer impactos incalculáveis à nossa natureza, quase dizimou a população
indígena brasileira (WEIBE). Independentemente se é indígena urbano ou aldeiado,
estando em seus trajes típicos ou não, isso não vai fazer ele deixar de ser indígena, porque “todo
dia é dia de índio”. Devemos lutar pelos nossos direitos, evitando novos
genocídios com povos indígenas do Brasil. Temos que dar continuidade às lutas
dos grandes guerreiros como foi Mario Juruna e como esta sendo Raoni entre
outros...
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