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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Genocídio Indígena Nunca Mais! Diga não a PEC 215!


No dia 1º de maio data comemorativa, dia internacional do Trabalhador a ARACI marcou presença no evento “ato contra as terceirizações” realizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Parque Vitória Régia de Bauru. A Araci nesse evento manifestou contra a PEC 215 armando sua tenda que ficou o dia todo, distribuído panfletos as pessoas trazendo informações esclarecedoras sobre as PECs. A forma de chamar atenção das pessoas que estavam no local foi à faixa e cinco cruzes ficadas no chão que simbolizava os cinco séculos de genocídios históricos. A população indígena estava na casa dos milhões foram reduzidos drasticamente nesses 500 anos desde chegada dos europeus no Brasil, hoje com aproximadamente 870.000 indígenas, temem ser exterminados caso a PEC 215 seja aprovada, ARACI demonstrou sua indignação na omissão aos direito dos povos indígenas do Brasil. Venham com gente!!!Entre nessa luta diga não a PEC 215.

terça-feira, 28 de abril de 2015

A indígena mais velha da Reserva Indígena Araribá com seu filho sábio Pajé!

Dona Maria e seu filho Joselino
Moradora da aldeia Teregua da etnia Guarani-Nhandeva, Dona Maria 101 anos de vida, sendo a indígena mais velha da Reserva Indígena Araribá.  Com muita simpatia e vitalidade aceitou posar ao lado de seu filho Joselino (Pajé), um exemplo a ser seguido pelas novas gerações da Reserva, em valorizar sua cultura.  Nascida no Estado de Mato Grosso do Sul chegou à Reserva Indígena Araribá ainda criança, casando-se com Jose Ribeiro (falecido)  deu a luz a Joselino  agraciado por herdar de seu pai um dom maravilhoso o de Pajé. Segundo Joseline entre os guaranis nhandeva esse dom (Pajé) é hereditário passando de pai para filho. Dona Maria com muito orgulho e alegria foi apreciar e prestigiar seu filho,   comandando o ritmo do Ritual da dança do Xodaro ( A dança dos Guerreiros), na aldeia Teregua no dia 25 de Abril em comemoração ao dia do "índio". Joselino nome de batismo que também  recebeu um nome indígena Wa-Werá-Dju que  significa na língua guarani nhandeva ( homem do relâmpago amarelo). Homem sábio e paciente totalmente conectado a mãe terra, explicou um pouco sobre o Ritual Xodaro que é a dança do guerreiro, uma mistura de luta, dança e canto,
ritual tem entre os objetivos desenvolver o equilíbrio e a saúde do corpo , uma dança de preparação para guerra, para defesa contra o inimigo. Uma dança de simbolo espiritual ao praticar  o Xodaro  relembram  os grandes  guerreiros  do passado que lutaram para manter os nhandeva vivos. Joselino diz que o Pajé é um conselheiro, médico curandeiro e espiritual da aldeia e também  apresenta as crianças recém-nascidas a Nhanderu (Deus) e com essa responsabilidade de Pajé ele deixa uma mensagem a todos indígenas e não indígenas que diz: “ Temos que enxergar  que todos nos somos iguais e unir forças,  respeito a todos povos indígenas do Brasil, que as pessoas não devem descriminar a cultura e convivência dos indígenas”  

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Aldeia Tupi-Guarani/ Tekoa-Porã

Cacique Darã foto grande.   Da esquerda para direita na  foto pequena; Cassiano líder ancião ( A.K), cacique Adão( A.K), cacique Darã da Aldeia Tekoa-Porã, Irineu Nje'a, Edenilson líder (A.K) e presidente da EDMAI.  

Domingo 19 de Abril a ARACI esteve representada por Irineu Nje’a na aldeia Tupi-Guarani Tekoa-Porã no município de Itaporanga, junto com a Aldeia Kopenoti e suas lideranças.   O Anfitrião cacique Darã umas das principais lideranças do movimento indígena nacional nos recebeu com muito carinho. Um dia alegre  e também um dia de reflexão contra o preconceito ao indígena. Darão! Muito obrigado por ser um guerreiro assíduo em lutar contra os bandeirantes contemporâneos que querem acabar com os povos indígenas. Viva a união dos povos indígenas do Brasil.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

"Todo dia é dia de índio"

Mário Juruna foi primeiro representante indígena no Congresso Nacional - 1983-1987.
Mário Juruna não deixou de ser indígena por estar de paletó e gravata ele foi exemplo de guerreiro que lutou pelos direitos indígenas ate seu ultimo fôlego de vida. Os povos indígenas Brasileiros assumem cada vez mais o papel de protagonista na construção de outra história, atuando em diversos campos de participação democrática bem como na construção de políticas indigenistas, tratando de seus interesses sob uma perspectiva de luta traçada pelo reconhecimento dos direitos coletivos acerca do direito aos territórios tradicionais indígenas, da diversidade étnica e cultural e de uma ampla visibilidade as nossas formas próprias de organizações sociais, costumes, crenças e tradições (WEIBE 2009). Não podemos ver o indígena como ser exótico, mas com os mesmos direitos segundo o art. 5º da constituição brasileiras.
Os povos indígenas do Brasil, historicamente, têm sofrido violações de seus direitos. No entanto a ganância dos “não índios” em sugar toda riqueza de nossas terras e de trazer impactos incalculáveis à nossa natureza, quase dizimou a população indígena brasileira (WEIBE). Independentemente se é indígena urbano ou aldeiado, estando em seus trajes típicos ou não, isso não vai fazer ele deixar de ser indígena, porque “todo dia é dia de índio”. Devemos lutar pelos nossos direitos, evitando novos genocídios com povos indígenas do Brasil. Temos que dar continuidade às lutas dos grandes guerreiros como foi Mario Juruna e como esta sendo Raoni entre outros...